5 ferramentas que seu negócio precisa ter HOJE para não morrer amanhã

Isso é o que sua empresa precisa ter para continuar relevante pelos próximos 5 anos ou mais… você conhece todas elas?

De: Maurício Benvenutti

Diretamente de: São Paulo, Brasil

Olá mais uma vez, leitor…

Este é nosso terceiro encontro e agora estou em solo brasileiro.

Não importa quanto tempo passo longe, sempre me emociona voltar para cá…

Principalmente quando vejo de perto empreendedores e empresas cada vez mais utilizando e aprendendo as mesmas tecnologias e disrupções que tiraram meu fôlego no Vale do Silício anos atrás.

Em nosso último encontro contei um pouco do que eu e várias pessoas do Vale acreditam ser a próxima Grande Revolução Industrial: A Inteligência Artificial.

As consequências que ela terá em todas as esferas da sociedade: do modo com que nos locomovemos até como pediremos comida e nossos filhos aprenderão na escola.

E uma pequena provocação sobre o quão longe estamos de uma Inteligência Geral Artificial (IGA) surgir…

Agora, como prometido: serei direto e reto na questão que considero mais importante para os jovens empreendedores e os executivos mais experientes saberem se ainda quiserem ter empresas e negócios competitivos no mercado nos próximos anos.

Planos ou metas de 5 anos ou mais não funcionam mais e podem “cegar” muitas empresas atualmente.

Na atual velocidade em que as mudanças tecnológicas estão acontecendo… como você poderá prever um cenário estável e previsível para o seu negócio?

A maior empresa de locação de filmes de sua época, a Blockbuster, reinava absoluta no mercado de filmes e entretenimento.

Quem nasceu antes dos anos 2000 com certeza passou por alguma ou até mesmo alugava filmes e games por lá…

Em 2004 ela chegou ao auge: com incríveis 9.094 lojas físicas no mundo inteiro e bilhões de dólares em valuation de mercado.

E apenas 9 anos depois fechou as portas sem deixar rastros.

Tudo porque outra empresa surgiu e facilmente tomou seu lugar. O comportamento da Blockbuster (uma empresa grande e consolidada) diante da novata foi basicamente de descrédito diante da Netflix…

“Os caras da Blockbuster literalmente riram da nossa cara”, lembra um dos três fundadores, Mitch Lowe, quando, em 2010, fizeram à Blockbuster a proposta de revolucionar a forma das pessoas assistirem filmes em suas casas.

Três anos mais tarde uma fechava as portas e a outra liderava o mercado…

Atualmente a Netflix tem mais de 100 milhões de usuários e superou a Disney como empresa de mídia mais valiosa do mundo em maio deste ano.

Acha que isso é um caso isolado?

Veja então a Kodak, a empresa que era líder em tecnologia fotográfica…

Ela conseguiu falir diante de um mundo onde redes sociais como Facebook e Instagram fazem as pessoas fotografarem e tirarem selfies como loucas!

Fotografamos atualmente em 2 minutos mais do que o século passado inteiro.

A empresa tinha a faca e o queijo na mão para liderar esse mercado, mas também foi vítima do próprio ego e falta de visão de mercado.

Em 1975 o engenheiro Steve Sasson criou uma câmera digital de 0.1 megapixel. Mas ninguém levou aquela tecnologia a sério…

As máquinas analógicas ainda eram muito melhores e colocar algo digital no mercado poderia acabar com as vendas das analógicas e filmes e revelações de filmes fotográficos.

A Kodak criou algo capaz de canibalizar toda a indústria existente, mas escondeu aquilo com medo de prejudicar a si própria quando poderia lançá-la, reinventar seu mercado e liderá-lo por anos e anos ainda…

Na década de 1990 as concorrentes Fuji, Canon e Sony lançaram seus modelos digitais e tomaram a frente… restou à Kodak a lanterna nesta corrida. E a empresa declarou falência por insistir num modelo antigo e pequeno de tirar fotografias.

Enquanto empresas como o Instagram surgem e são vendidas por bilhões de dólares.

Esses são os números do auge da Kodak e da rede social Instagram.

Uma chegou a valer 28 bilhões de dólares com 140 mil funcionários. Enquanto a rede social queridinha dos amantes de fotografia “nasceu” valendo 1 bilhão praticamente e possui apenas 13 funcionários.

Uma ter quebrado e a outra ter “estourado” no mesmo ano não é mera coincidência.

O mais impressionante é que, mesmo sabendo disso, ninguém hoje pretende voltar à época do VHS e locação de filmes ou das velhas máquinas analógicas para registrar viagens e momentos em família…

Simplesmente porque não é isso o que as pessoas querem. Elas não querem produtos… querem serviços.

Confira agora as 5 ferramentas que você precisa aprender a usar para que sua empresa não seja a próxima Blockbuster ou Kodak do seu mercado.

#1 Cause Impacto

Parece fácil mas não é: crie algo que mude a vida das pessoas e transformem a sociedade. A Netflix nos oferece uma nova experiência na hora de consumir conteúdo, o Google oferece uma forma de tornar disponível e organizada todas as informações do mundo ao maior número de pessoas.

E você, o que você oferece ao seu cliente?

É preciso construir algo que mobilize o ser humano a tomar uma ação, construir relações com as pessoas é algo muito mais forte e duradouro. É capaz de coisas que uma empresa que busca apenas lucro nunca será capaz de fazer.

#2 Olhe a Próxima Curva

Lembra da Kodak? Pois bem…Ela pecou ao tomar uma atitude que a maioria das empresas hoje ainda tomar e acreditam ser a escolha mais correta: elas se definem com base naquilo que fazem e não no benefício que entregam.

A Kodak se definia como uma empresa de câmeras analógicas e não aderiu ao digital…

A Blockbuster em uma empresa de locação de filmes e não compreendeu o propósito da Netflix.

Essa atitude aumenta as chances de você se tornar obsoleto.

Ambas poderiam estar vivas se estivessem em busca do benefício melhor ao cliente, por exemplo:

  • Fornecer a melhor experiência para você registrar momentos memoráveis; ou
  • Te dar a melhor ferramenta para você passar momentos de descontração com sua família e amigos, de onde quiser e onde estiver.

Percebeu a diferença? Eu, você, todo mundo quer algo assim…

Mais importante que a tecnologia que nos dará isso (e que pode ser facilmente substituída no próximo ano), são as experiências e os benefícios ao usá-las que tornaram seus clientes verdadeiros promotores da sua marca e do seu negócio.

#3 Questione em vez de ter a resposta pronta

Como posso fornecer uma experiência melhor? Dar algo a mais para o meu cliente?

Essas perguntas surgem quando empresas passam por momentos difíceis, mas deveriam se tornar um hábito matinal nas empresas até no momento dos coffee breaks.

Qualquer empresa “satisfeita” com seus resultados ou que se intitule “a melhor nisso”, “a mais inovadora naquilo” tem chances enormes de ter um sintoma chamado Síndrome do Espelho.

É quando você está tão hipnotizado com sua autoimagem que esquece de olhar em volta ou, em casos mais graves, para o cliente.

A Blockbuster riu dos sócios da Netflix por causa disso… estava tão confiante e estagnada no seu trono de “líder do mercado” que se esqueceu completamente que havia outras empresas no mesmo lugar que ela tempos atrás.

#4 Fazer com as pessoas em vez de para elas

Milhões de pessoas ganharam voz com a internet. Hoje qualquer cliente insatisfeito pode reclamar da sua marca e ganhar milhares de compartilhamentos…

Em poucos minutos isso ganhará o mundo e, em questão de dias poderá aparecer na capa dos jornais.

Esse é o poder de um cliente insatisfeito com o seu produto.

Por isso tome a atitude inversa na sua empresa: estimule feedbacks dos seus clientes sobre tudo o que você fizer.

Produtos não devem mais ser “empurrados” ao consumidor final. E sim criado com a ajuda deles.

Darei mais um exemplo da Netflix: eles entendem tanto essa nova forma de criar com o cliente ao invés de para ele, que com base nos dados e preferências deles criaram duas das séries de maior sucesso da plataforma – House of Cards e Strange Things.

Empresas como a Nubank hoje criaram a NuConta porque seu público pedia por isso, eles não querem mais só um cartão de crédito. Querem algo a mais…

Se você tem um celular com aplicativos instalados deve perceber o número de atualizações que eles fazem… tudo são testes e melhorias baseados em feedbacks do público.

Sempre há maneiras de melhorar algo que o seu cliente já gosta e torná-lo ainda melhor.

Essa é a chave para você ter um produto ou serviço líder no mercado hoje. Saiba os pontos fracos do seu negócio e acabe com eles antes que sua concorrente faça isso…

Por último (e talvez o mais importante):

#5 Seja Diverso

Dificilmente algo inovador surge de um oceano de empresas “comuns”. A Apple com o iPhone gerou dor de cabeça à indústria da telefonia fixa, das câmeras digitais e do desktop ao mesmo tempo.

E ela não era concorrente direta de nenhuma delas.

Estar de olho em outros mercados, enxergar as soluções que empresas de outros segmentos encontraram pode ser a faísca que faltava para a sua grande ideia ou produto surgir.

Não se trata de reinventar a roda, mas de colocar um par de asas, uma turbina ou uma roupagem nova a ela.

Henry Ford criou o automóvel quando as pessoas na verdade só queriam “cavalos mais rápidos”.

Os cortadores de gelo do final do século 19 foram substituídos por fábricas de gelo que (também) foram substituídas pelo refrigerador…

Mas nenhum cortador de gelo pensou em criar uma fábrica de gelo…

Tampouco uma fábrica de gelo pensou em criar o refrigerador.

A diversidade de pensamento e o olhar multimercado, portanto, é algo fundamental para você produzir soluções únicas e singulares.

Alianças imprevisíveis podem gerar resultados extraordinários.

Bem, nessas 3 lições eu te dei somente um “gostinho” do que está por vir.

E espero que você tenha gostado e tirado vários ensinamentos deste conteúdo, e que sejam aplicáveis em sua empresa.

Agora eu quero te deixar preparado para o anúncio mais importante que eu vou fazer neste ano.

Se você ficou mais interessado e até mesmo empolgado para entender mais desse mundo novo que ainda poucos brasileiros conhecem…

Fique atento ao seu e-mail de amanhã!

Você saberá melhor (e com detalhes) como se aprofundar ainda mais nesse mundo de inovação e de mudança de mindset que as empresas do Vale do Silício alcançaram…

E você poderá alcançar também e sem sair do Brasil.

Você concorda com as 5 ferramentas que as empresas precisam ter hoje para seus negócios não morrerem amanhã? Aplica algumas delas hoje no seu negócio? Deixe abaixo nos comentários…

Um grande abraço e até lá.

Maurício Benvenutti – Time StartSe

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